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O dia que morri em um desestra aéreo

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Se é verdade a máxima de Tolstói – de que as famílias felizes são todas iguais, enquanto as infelizes são únicas em sua tristeza –, no seu romance de estreia, João Saraiva tematiza uma família muito ímpar. Pois, o que se põe em cena em O dia em que morri num desastre aéreo é uma derrocada, ao mesmo tempo sintomática do Brasil atual, e única em sua loucura. Desde a primeira linha estamos mergulhados nesse universo imprevisível, quando um publicitário arrogante descobre, por meios kafkianos, que morreu num acidente de avião. Giovani é um patriarca que se acredita no controle de todas as situações. A sua própria morte traz uma ruptura tão radical que a visão que ele tinha de própria família se estilhaçará nos capítulos seguintes. O foco desloca-se, então, para a esposa, a filha, a empregada. Dialogando com uma tradição literária de romances fragmentados entre vários pontos de vista – Enquanto agonizo, de William Faulkner, A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan –, João Saraiva dá voz a personagens em busca de uma maneira de expressão muito distante do jugo racionalizante e totalitário da figura paterna de Giovani. O recurso, para além dos efeitos mais óbvios, abre as portas da experimentação, permitindo que Saraiva mescle diversos gêneros literários e registros linguísticos num só texto. O resultado é complexo, esfacelado e poderoso. Dessa maneira, O dia em que morri em um desastre aéreo constrói um caleidoscópio das mudanças que o núcleo familiar brasileiro tem vivido nas últimas décadas ao mesmo tempo em que nos apresenta um escritor estreante com um estilo já tão seguro.

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