Curso TRÊS VISÕES FILOSÓFICAS SOBRE O AMOR

A Livraria Mandarina convida para o curso TRÊS VISÕES FILOSÓFICAS SOBRE O AMOR: Platão, Agostinho e Sade com o filósofo Victor Hugo Fonseca.
Por definição, o amor cumpre o papel de motor da filosofia: ao filósofo, amigo ou aspirante à sabedoria, não resta outra alternativa senão aquela do exercício permanente do pensar e do questionar. #mandarina #filosofia #amor #frutifique

As três aulas online:

AULA 1: AMOR PURO VERSUS AMOR ERÓTICO:
O BANQUETE DE PLATÃO – A proposta desta aula é apresentar a obra platônica que trata do amor: O banquete. Veremos pelo menos duas interpretações possíveis e distintas da obra platônica podem ser contrapostas: a concepção pedagógica do amor erótico; e o contato purificado com o amor ideal e divino que paira sobre nós. Notaremos como a longevidade destas duas leituras puderam chegar, inclusive, a atuar no contexto recente das guerras culturais. Bibliografia: Platão, “O banquete” (Ed. 34); Bento XVI, Encíclica “Deus caritas est” (site do vaticano); Henri-Irinée Marrou, “História da educação na antiguidade” (Ed. Herder ou Ed. Kirion); Martha Nussbaum, “Platonic love and Colorado law” (pdf); Francis Wolff, “Não existe amor perfeito” (Edições SESC). 7 de maio.

AULA 2: AGOSTINHO DE HIPONA:
PLATÃO É CONVERTIDO AO CRISTIANISMO – Na transição entre a Antiguidade e a Idade Média, Santo Agostinho toma para si a tarefa de adequar a tradição filosófica grega ao cristianismo então emergente. Comentaremos sobre a associação do cristianismo à recusa do mundo sensível e material e sobre a formulação neoplatônica de Agostinho a respeito do amor absoluto e divino: aquele amor que chamará de caritas. Bibliografia: Santo Agostinho, “Confissões” (Ed. Penguin/Companhia das letras), “A graça I” (Ed. Paulus) e Cidade de Deus (Ed. Calouste Gulbenkian); Étienne Gilson, “Introdução ao estudo de Santo Agostinho” (Ed. Paulus/Discurso editorial); Lorenzo Mammì, “O que resta” (Companhia das letras); Peter Brown, “Santo Agostinho: uma biografia” e “Corpo e Sociedade” (Ed. Jorge Zahar); Hannah Arendt, “O conceito de amor em Santo Agostinho” (Ed. Piaget). 14 de maio

AULA 3: MARQUÊS DE SADE:
A RAZÃO À SOMBRA DO ILUMINISMO – Veremos nesta aula como um grupo de pensadores livres conhecidos como “libertinos eruditos” deu origem aos pensamentos polêmicos de um “degenerado” da corte francesa. Num debate com a história da filosofia, o célebre marquês irá escolher a literatura como meio de expressão e sua própria vida como lugar para suas experiências intelectuais. Notaremos que, na obra do velho marquês, a descoberta do mundo estará intimamente relacionada tanto com o prazer e com o desejo sexual quanto com uma instrução pedagógica à moda antiga. Bibliografia: Marquês de Sade, “Filosofia na Alcova” (Ed. Iluminuras) e “120 dias de Sodoma” (Penguin/Companhia das Letras); Eliane Robert de Moraes, “Sade: a felicidade libertina” (Ed. Iluminuras) e “Marquês de Sade: um libertino no salão dos filósofos” (EDUC); Adauto Novaes (org.), “Libertinos e libertários” (Companhia das Letras); Gilles Deleuze, “Sacher-Masoch: o frio e o cruel” (Ed. Jorge Zahar); Luiz Roberto Monzani, “Desejo e Prazer na Idade Moderna” (Ed. Champagnat). 21 de maio.

Sobre o professor:
VICTOR HUGO FONSECA possui graduação (2015) e mestrado (2019) em filosofia pela FFLCH-USP. Defendeu a dissertação de mestrado intitulada A Herança e o Parricídio, sobre discurso e ontologia no diálogo Sofista, de Platão. Por muitos anos, atuou também como ator e iluminador na cena teatral paulistana. Atualmente é membro do núcleo de filosofia antiga do Areté – Centro de Estudos Helênicos e ministra um curso livre de filosofia no espaço do crítico de arte Rodrigo Naves. Pretende entrar no doutorado antes que o mundo acabe, mas primeiro quer escrever um texto sobre o método crítico de Antônio Cândido.

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